sexta-feira, 29 de julho de 2011

Odisseia

    
     Penélope, do alto das escadas, seguia a luta ansiosamente. Ela ainda não sabia quem era aquele valente que lutava assim por ela, mas pressentia-o. Custava-lhe a acreditar tamanha felicidade, tão habituada estava já ao sofrimento e à espera desesperada. Mas tinha de ser Ulisses, tinha de ser ele! Só ele lutaria assim desta maneira por amor dela!
     E depois era já o povo todo que acorria e rebentava mesmo as portas, entusiasmado.
     Era o povo que o queria ver, ajudar, lutar ao seu lado.
     E depois era Telémaco, orgulhoso de seu pai e de si próprio.
     E depois era Penélope que Ulisses abraçava para nunca mais deixar.
     E depois era uma história
                      de um herói de mil façanhas
                      chamado U L I S S E S
que viveu aventuras e desventuras e aventuras e desventuras e aventuras por terras e por mares desconhecidos.
     Tão grandes foram essas suas aventuras e desventuras, que ele teve de as continuar vivendo dentro de si próprio, contente por assim ir navegando na grande e inesperada aventura de se sentir feliz.

Ulisses, Maria Alberta Menéres

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